Rituais de ano novo: Romã

Símbolo de abundância, fertilidade e prosperidade, a romã é item indispensável nas comemorações de ano novo - e a simbologia atribuída a fruta já existe desde tempos antigos.


Nativa da Pérsia e domesticada no Irã por volta de 2.000 a.C., gregos, romanos e persas acreditavam que a romã era a ponte entre a mortalidade e a imortalidade - inclusive, na mitologia iraniana, em vez da maçã, o fruto proibido era a romã.


Por suas inúmeras sementes, a fruta era considerada símbolo do amor e da fertilidade. Na Grécia Antiga a romã era associada a diversas deusas da mitologia, não à toa, ligadas ao casamento, à maternidade, à beleza e às flores.


Hera, a deusa dos casamentos, da maternidade e das esposas, é geralmente representada segurando uma romã, como um símbolo de fertilidade. Afrodite, a deusa do amor, da beleza e da sexualidade, responsável pelos prazeres e alegrias da vida, tinha como um de seus símbolos, além de golfinhos, pombos e cisnes, a romã. Por último, Perséfone, a deusa das ervas, flores, frutos e perfumes, também tinha a fruta como símbolo. Reza a lenda que após ser sequestrada por Hades, Perséfone jurou não comer nada no cativeiro, mas não resistiu a uma romã, comendo seis sementes. Quando Hades acabou perdendo-a para sua mãe, ficou arrasado e implorou para uma única concessão: a permissão de ficar seis meses por ano com ela, um para cada semente de romã que a deusa havia comido.



🍎 Na foto, Christina Ricci comendo uma romã, por Peter Lindberg para The Face Magazine, 1998