A cabra descobridora de Café e o restaurante El Cielo, de Bogotá

Updated: Oct 2, 2018

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Café do restaurante El Cielo, em Bogotá na Colombia
Café do restaurante El Cielo, em Bogotá na Colombia / Foto: Instagram @elcielorestaurant

Morria de vontade de conhecer a Colômbia. Não sei exatamente por que, se por suas praias caribenhas, por seu café lendário, ou talvez, por simplesmente ter assistido muitos episódios de Narcos nos últimos tempos. De qualquer forma, passei umas férias por lá, e pude experimentar as delicias deste país. Em Bogotá, fui jantar no restaurante El Cielo, do chef Juan Manuel Barrientos, o JuanMa, que esteve agora em São Paulo falando na última Bienal do Livro. Molecular "até dizer chega", Barrientos cria experiências sensoriais das mais diversas em cada um dos 15 pratos do menu degustação. Para finalizar a experiência, como não podia deixar de ser, um encorpado café colombiano da marca da casa, com petit fours finíssimos - macarrons, gelatinas, suspiros - e um nitrogênio perfumado, que transportava o café colombiano para as entranhas.

O café e a cozinha do El Cielo


Viajando pela Colômbia, claro, consumi muito café, não apenas diariamente como bebida ou comida, mas também como montes de souvenires que comprei para trazer de volta aos tios e tias que aguardavam ansiosamente um saquinho de balas do Juan Valdez. Esta imersão cafeeira me trouxe a memória uma história curiosa sobre a descoberta do café: Reza a lenda, que esta proeza foi alcançada por cabras etíopes em 850 d.C.. Pois é, o mito diz que o pastor de cabras Kaldis, descobriu o potencial dos grãos de café depois de suas cabras devorarem os frutos vermelhos de uma arvore em seu terreno, e ficarem tão agitadas que passaram a noite toda em claro, causando o maior alvoroço.

Kaldi dançando com suas cabras, "All About Coffee" de William H. Ukers, 1922.
Kaldi dançando com suas cabras, enquanto homem o avista de longe. Ilustração creditada a Ukers, do livro "All About Coffee" de William H. Ukers,1922.

O pastor então experimentou as frutinhas, e foi flagrado dançando com suas cabras por um monge que passava por ali. Este percebendo o tamanho potencial das frutas, considerou-as a resposta para suas preces – aparentemente o monge dormia no meio de suas orações e estava em busca de algo que o ajudasse a ficar firme e forte em suas rezas ao longo da noite.

Levando para seu mosteiro o fruto, surgiu a ideia de seca-lo e ferve-lo antes de fazer a bebida, virando assim o maior sucesso entre os monges sonolentos, popularizando-se por toda a região e posteriormente pelo mundo.