La Cocina de Picasso

“Picasso comeu pouco e bebeu menos. Gostava de coisas simples, saladas, queijos e peixes. Tinha transformado em hábito de vida o conselho que Dom Quixote deu a Sancho Panza: 'Come pouco ao almoço e menos ainda ao jantar, que a saúde de todo o corpo constrói-se na oficina do estômago.' No entanto, Picasso era um guloso, adorava bolos e chocolates”, contou a curadora do Museu Picasso, Claustre Rafart, na exposição "La Cocina de Picasso", que aconteceu em 2018 no Museu Picasso em Barcelona.


🎨 O catálogo dessa exposição dedicada à relação de Picasso com a gastronomia é desses que fazem o coração bater mais forte. A cozinha para Pablo Picasso era um lugar importante. Ela despertava memórias e lembranças no artista e fazia com que, não à toa, pintasse muitas de suas obras nas cozinhas de suas casas.


🖼 Entre desenhos de frutas, espinhos de peixes, cozinhas diferentes, esculturas, pratos e cardápios, o catálogo mostra pesquisas e experimentações de Picasso em relação a comida.


🥣 "Picasso guardou tudo. Faturas de lojistas, queijeiros e açougueiros, a maioria delas datada de 1930 a 1940 com os ingredientes que enchiam sua cesta de compras. As verduras, frutas, leite, ovos e pão que consumia também fazem parte dos alimentos que ilustram seu trabalho. Aparentemente, os produtos mais caros foram reservados para sua primeira esposa, a dançarina ucraniana Olga Khokhlova. Daí a frase que lhe foi atribuída: "O que vamos fazer, Olga gosta de caviar e eu gosto de linguiça com feijão".


🐟 Das obras mais lindas do livro, amo essas imagens do processo de criação de um prato de sardinha onde Picasso comeu a sardinha antes e usou as espinhas como decalque - coisa mais linda! Ou também a série de cardápios do Els Quatre Gats, restaurante que foi ponto de encontro dos artistas do modernismo catalão no final do século XIX e início do século XX, em Barcelona.


📖 O livro também tem textos interessantes sobre o trabalho do artista, sua trajetória e relação com a cozinha, com o alimento e a arte, além de um texto final que estabelece um diálogo entre Picasso e Ferran Adriá, discutindo o processo criativo do artista e a criatividade na cozinha contemporânea.


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