Jaca, todo meu amor

Um projeto de lei apresentado semana passada na Câmara dos Deputados quer proibir o uso da palavra carne a produtos que não sejam de origem animal, como por exemplo a tão aclamada “carne de jaca”. A carne da jaca, preparada com a fruta verde, se tornou queridinha entre veganos e vegetarianos por sua textura, sabor e versatilidade. Embora abundante no Brasil, a fruta é nativa da Índia e da Malásia, seu nome, inclusive, vem do malaio chakka. Da família da figueira e da amoreira, suas árvores podem atingir 25 metros e a fruta pode chegar a 50 quilos, sendo considerada uma das maiores frutas do mundo. Foi trazida pelos portugueses no século XVIII e se deu bem na mata atlântica devida a sua procedência tropical. A expressão “enfiar o pé na jaca” nasceu originalmente de “enfiar o pé no jacá” - um cesto indígena usado por tropeiros no século XVII, que muitas vezes, quando bebiam mais do que deviam, colocavam o pé no jacá em vez do estribo. O tal jacá caiu em desuso e deu-se um jeitinho na expressão. 🍈 Eu aprendi a amar jaca quando fui pra Tailândia, e me encantei com o sabor e perfume desta fruta tão carnuda e cremosa, extremamente consumida na região.

📸 Na foto, em Chiang Mai, comprando jaca no Warorot Market, o maior e mais conhecido mercado do norte da Tailândia. 🕵️‍♀️ Para quem tem vontade de jaca e não encontra no supermercado, existe um mapa colaborativo com localização de jaqueiras em locais públicos no Brasil, o Mapa Jaca Livre – é só dar um google.