Hemingway, caribe, comida para @cruatelie


foi um bom vivant. Quando era criança comia, de esquilos que caçava, a trutas que pescava, artes que aprendeu com seu pai e, consequentemente, o fizeram gostar de todos os tipos de peixes e carnes. Além de esquilos, gostava de veados, gambás, guaxinins, faisões, patos, codornas, perdizes e pombas. “Quando eu era criança, só comia carne e peixe. Eles não conseguiam me fazer comer vegetais, não importa o quanto me chicoteassem”, disse Hemingway em uma entrevista em 1951.


Seu pai também o ensinou a fazer fogueiras e cozinhar em fogão a lenha. Em suas viagens, deixou diversos registros de suas comidas preferidas e dos restaurantes e cafés que frequentava. Consta que em Paris, Hemingway se fartou com ostras gordas Marennes-Oléron, goles de Sancerre gelado e queijos fedidos da Normandia. Em Madrid, comeu leitão assado acompanhado de (inúmeras) taças de vinhos de Rioja no restaurante Botín e à noite se esbaldava na Cervejaria Alemana, na Plaza de Santa Ana. Mas foi nos mares do Caribe que Hemingway encontrou o verdadeiro êxtase através do estômago.


Com o fim da guerra, o escritor descobriu a cidade de Key West, na Flórida, por acaso durante uma escala entre Paris e Arkansas. Não demorou muito para se mudar para a região onde Hemingway passou inúmeras tardes pescando a bordo de seu barco Pilar. Imortalizou peixes com suas histórias, como os marlins que deram origem a "O Velho e o Mar", uma aventura na qual narra a luta entre um pescador e um marlin gigante. Durante os anos em que morou na Flórida e depois em Cuba, entre os bares e restaurantes favoritos do escritor norte-americano, estavam o Sloppy Joe's, aberto oficialmente em 1933, no dia da abolição da lei seca, em Key West e o El Floridita, em Havana, local frequentado por Tennessee Williams e Jean-Paul Sartre, onde o escritor conheceu - e se apaixonou - pelo coquetel Daiquiri.