Gyotaku, a antiga tradição entre pescadores japoneses para registrar suas capturas marinhas

Gyotaku é uma antiga tradição entre pescadores japoneses para registrar suas capturas marinhas e deixá-las para a posteridade. 🐠🖌 Era comum entre pescadores levar pincel, tinta e papel para seus barcos, como uma forma de eternizar nos mínimos detalhes seus feitos em alto mar: anotavam tamanho, peso, como e quando o animal havia sido pescado. No início do séc. XIX, tornou-se mais prático carimbar o peixe no papel, guardando não só seu tamanho, mas também sua imagem.


🐟 Existem muitas histórias de como o gyotaku se popularizou. Dizem que com a mudança da capital japonesa de Kyoto para Edo, atual Tóquio, muitos camponeses e artesãos analfabetos mudaram-se para a cidade, o que fez com que, para facilitar a negociação, vendedores de comidas passassem a pendurar papéis carimbados com a pesca do dia em frente às suas barracas. Dizem também que um samurai do clã Sakai (séc. XIV até 1873), apaixonado por pesca, contratou diversos calígrafos para que registrassem suas capturas, tornando a arte do Gyotaku bastante popular entre a aristocracia no final do período Edo.


🎨 A tinta tradicionalmente usada é o sumi, feita com carvão e água, que por ser atóxica e solúvel, permite o consumo do peixe após a gravação. Os detalhes posteriores como olhos, o uso de cores e de diferentes técnicas de Gyotaku surgiram apenas na metade do século XIX.


✍ O artista de Gyotaku Dwight Hwang (nas fotos), hoje fornece seus peixes após o registro, para diversos restaurantes de Tóquio "trazendo história após arte", segundo ele, para suas obras. Hwang faz suas pinturas com sumi no tradicional papel washi, que foi registrado pela Unesco como patrimônio cultural imaterial da humanidade.











🖤 Trabalho mais lindo @fishingforgyotaku


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