A história do Algodão Doce

Açúcar e ar - doce oficial dos circos, parques de diversão e festas infantis, o algodão doce nada mais é do que uma combinação de açúcar, ar, calor e movimento, e já era consumido no século XV pela elite italiana. Por volta de 1400 saiam das cozinhas da Itália esculturas de açúcar - produto caríssimo na época - feitas com grãos derretidos e transformados em teias que enrolavam em volta de cabos de madeira. Com o tempo, o doce lúdico ganhou fama nas classes altas ao redor da Europa: em 1769, a autora inglesa Elizabeth Raffald, incluiu em seu livro "The Experienced English Housekeeper" receitas de teias de açúcar douradas e prateadas para cobrir doces, feitas puxando açúcar derretido com a ponta de uma faca e batendo “o mais rápido possível para a frente e para trás”. Já no início do século XIX, o famoso chef francês Marie-Antoine Carême, famoso por seus bolos e doces mirabolantes, criava monumentais esculturas de açúcar, enfeitadas com fios de caramelo. Mas o algodão doce como conhecemos hoje foi inventado - pasmem - pelo dentista William Morrison, com a ajuda do confeiteiro John C. Wharton em 1897, com o intuito de democratizar a então elitista sobremesa. Juntos, patentearam uma máquina elétrica que derretia e centrifugava cristais de açúcar que, quando passava pelos buracos da máquina, instantaneamente se solidificava em finos fios, chamados então de “Fairy Floss”. A máquina de Morrison e Wharton chamou tanta atenção na St. Louis World’s Fair em 1904, que com o tempo foi sendo aperfeiçoada e, em 1920, o doce, cada vez mais fino e delicado, ganhou o nome de algodão doce.


🍡 Na foto, um vendedor de algodão doce em Maputo, Moçambique, por Grégory Escande, 2018. @photo_in_moz