A história da Melancia

Fruta símbolo do verão, a melancia é adorada há milênios: arqueólogos encontraram sementes de melancia de 5.000 anos na Líbia. No Egito Antigo também se cultivava variedades de melancia: foram encontradas sementes e pinturas das frutas em diversos túmulos de mais de 4.000 anos, incluindo o do faraó mais pop da história, Tutancâmon. O sucesso da melancia nas tumbas egípcias provavelmente tem a ver com a quantidade de água que a fruta carrega - quem não precisa molhar a boca na longa caminhada até o outro plano? Na Grécia Antiga, a melancia, chamada de Pepon, era prescrita - assim como a maioria das comidas da antiguidade - como medicina, muito usada como um potente diurético e para curar sintomas de insolação, colocando a casca fresca da fruta na testa. Em Roma, Plínio o Velho, grande fã da fruta, descreve-a como um alimento extremamente refrescante, em seu Naturalis Historia. Muitas das variedades de melancia foram sumindo com o tempo, assim como muitos outros frutos esquecidos pela domesticação e padronização da produção agrícola - na maioria das ilustrações antigas de melancia, seu interior é amarelado. Com o tempo, a variedade vermelha começou a ser mais cultivada, provavelmente devido ao seu maior teor de açúcar, e as representações vermelhas começaram a aparecer cada vez mais, como na 2a foto, de um dos primeiros esboços da fruta avermelhada, no manuscrito medieval Tacuinum Sanitatis. Hoje, aproximadamente 100 milhões de toneladas de melancia são cultivadas anualmente em todo o mundo e, mesmo com mais de mil variedades, apenas 50 são produzidas.



🍉 Na foto, 📸1: fazenda de melancias em Bangladesh, pelo fotógrafo @roymonotosh2017. 📸 2: uma das primeiras ilustrações de melancia de carne vermelha no manuscrito medieval Tacuinum Sanitatis.