A história do Melão

Da família do pepino, chuchu e maxixe, o melão é consumido de diversas formas: in natura, com presunto, picles, ou até cozido com outros vegetais - come-se melão de muitas formas ao redor do mundo. O ancestral do melão surgiu há aproximadamente 4 mil anos nativo da África e, com o tempo, ganhou diferentes variedades provenientes de diversos cruzamentos. Não existem muitas evidências do consumo de melão na Antiguidade, mas após a queda do Império Romano, o melão passou a ser fortemente cultivado no mundo arabe: Ibn al-'Awwam (c. 1145), um agricultor arabe-andaluz listou seis tipos diferentes de melões cultivados por eles: "de pescoço longo, ásperos ao toque e extremamente aromáticos". No Império Otomano era famosa a receita de melão recheado com carnes, frutas e cereais. Mas o melão só começou a ser cultivado em toda Europa entre o século XV e XVI e chegou nas Américas através das sementes que Colombo levou em sua segunda viagem, em 1493. O romancista e dramaturgo francês Alexandre Dumas, autor de "Os Três Mosqueteiros" era tão fã de melão que trocou 300 volumes de seus livros pelo fornecimento vitalício da fruta. Existem mais de 30 variedades de melão no mundo. Hoje, a espécie mais cara de melão é japonesa, o chamado melão Yubari, da cidade de Yūbari, na ilha de Hokkaido, cultivados como jóias, o ano todo, raridades difíceis de encontrar, extremamente doces e que custam em média US$ 10.000,00.


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